" Não estou fazendo nada de errado, só estou tentando deixar as coisas um pouco mais bonitas. "
É assim que tenho me sentido, e é sobre essas coisas que venho falar, nesse tão agradável retorno, depois de muitos meses.
Eu tenho observado tristemente que o sentimento de culpa ainda move muito as pessoas. Conheço muitas que, não satisfeitas com a culpa que sentem pelo que fazem (e que, algumas vezes, não oferece mal algum a ninguém), precisam se culpar também pelo que pensam, pelo que sentem, pelas vontades mais íntimas... Ah, dramalhão!
E, como eu não gosto de falar somente das pessoas, eu me exponho de exemplo. Sempre fui chata com sentimento de culpa. Com medo de decepcionar quem eu gosto. Com medo de não conseguir corresponder às expectativas, minhas e principalmente de outros. Eu sofri alguns anos com isso, e estava sofrendo particularmente nos últimos meses até que, há alguns dias atrás, depois de assimilar algumas coisas que vinha ouvindo, vendo e pensando, resolvi me libertar disso. Não sou, jamais serei e receio que não queira mesmo ser o que esperam de mim, seja quem for.
Todos os dias eu faço, falo, penso e principalmente sinto milhares de coisas que decepcionariam qualquer um, por mais esforço que eu fizesse. Receio dizer que às vezes decepcionam até a mim mesma, e olha que eu já deveria estar acostumada. Eu guardo, obviamente, a maior parte dessas coisas pra mim. Algumas delas não são nem um pouco incomuns, posso dizer que são até previsíveis vindo de mim, mas o motivo pelo qual não costumo dividi-las é o que vem depois. As pessoas sempre perguntam o motivo. Acho que não preciso dizer que nunca sei. Isso, antes, era motivo de crise existencial mas hoje vejo que isso faz parte de mim, eu sou assim e não vou, não posso e, mais importante, não quero mudar. Se não sou livre para fazer todas as loucuras que penso, deixem ao menos que eu pense, e NÃO me venham falar de motivos.
Estou escrevendo sobre isso porque hoje, durante determinada aula, uma amiga comentou algo que me deixou o dia inteiro pensando... pensando... Foi bem verdade o que ela disse, mas receio não poder admiti-lo para ela abertamente nesse espaço. Depois de passar o dia inteiro devaneando sobre os motivos mais loucos para determinados pensamentos e sentimentos, eu resolvi que não preciso mais disso. Quem se importa com motivos, com expectativas, com regras? Falo por mim, a única coisa que tem me interessado, ultimamente, é a minha plena felicidade. Sei que para alcançá-la talvez tenha que, todos os dias, tomar ao menos uma decisão que vá, de alguma forma, decepcionar alguém que eu verdadeiramente amo, mas eu decidi que daqui para frente a minha principal preocupação será comigo.
E convido qualquer um regido por culpa a pensar só um pouquinho e a se libertar disso, antes que vire um manequim da vontade alheia.
I translated using Yahoo-Babel Fish. It looks like you have an intellectual blog where you philosophize about life.
ResponderExcluirI am always looking for reciprocal followings for my blogs which are 'thekingpin68' and 'satire and theology'.
Merry Christmas
Dr. Russ Murray (Russ)